SEJA BEM VINDO! UM BLOG 100% DEDICADO AOS CÃES, ONDE PODE ENCONTRAR MUITAS CURIOSIDADES SOBRE OS MELHORES AMIGOS DO HOMEM

2013/08/03

Cuidados a Ter com o seu cão nesta época do ano. (Verão)

Algumas coisas que podem fazer a diferença no bem estar do seu cão no principalmente no Verão.

- Verifique que o seu cão tem sempre água fresca e limpa;
- Não passei com o seu cão nas horas de maior calor (12:00h ás 16:00h);
- Se o seu cão no passeio tem de utilizar açaime procure um que ele consiga abrir ligeiramente a boca;
- Não tosqui os animais pois fazendo-o estará a colocá-los a maior exposição ao sol, penteá-lo  com frequência para a remoção dos pêlos "mortos" é mais eficaz;
- Se têm piscina e o seu cão gosta de lhe dar uso verifique se o mesmo consegue sair dela por si mesmo;

Estas são 5 de algumas regras a ter com o seu cão nesta altura do ano que muitos gostam.
BOM VERÃO PARA SI E PARA O SEU COMPANHEIRO (CÃO).

Blog - Tudo Sobre Cães - Post original deste blog.

2013/08/01

Medo de Estranhos

O principal problema é que ele não teve experiências positivas com uma variedade de pessoas não familiares durante seu período sensível de socialização nem depois. Das três semanas aos três meses de idade, os filhotes estão preparados para explorar e criar laços. Se ele conhecer e cumprimentar todos os tipos de pessoas em muitos tipos de ambiente e boas coisas acontecerem simultaneamente, eles tendem a generalizar que as pessoas são sempre amigáveis. Então, se essa sociabilização continuar até a adolescência, o comportamento relaxado com as pessoas será parte de sua personalidade. Já esses cães não tiveram o tipo ou a quantidade de experiências que precisavam, e acabaram se tornando assustados na presença de pessoas desconhecidas.
 
cachorro com medo de estranhosComo as pessoas pioram o problema
É claro que as pessoas, sem querer, acabam piorando o problema. Primeiro, esqueceram a regra de ouro – peça ao animal primeiro. Ao invés disso, simpatizantes se aproximam muito depressa, lotam de pessoas e pairam sobre o filhote como uma tempestade pronta para despejar a carga. Sob essa pressão, alguns cães vão congelar ou se retrair, fingindo que é tudo só um pesadelo. Outros agem – geralmente com um latido reflexo ou resmungo. Tendo alguns sucessos a mensagem fica alta e clara: quando estranhos se aproximam, rosne e lata para mantê-los longe. Em pouco tempo, seu cão doce e um pouco inseguro, se transformou em uma massa de estrondo defensivo.
 
Alguns donos reagem reprimindo ou punindo seus cães. Isso vai ensinar a ele que é melhor esconder o medo de você, mas isso não elimina o medo dentro dele. Como resultado, o cão pode não mostrar mais sinais de que quer as pessoas bem longe. Ao invés disso ele reprime o sentimento até não poder mais e então explode em uma grande mordida.
 
Por que pessoas amigáveis parecem assustadoras?
Muitos humanos não entendem por que os cães têm medo delas quando estão obviamente fazendo gestos humanos amigáveis. Troque de lugar com o cão e tudo ficará mais claro. Digamos que você tenha medo de aranhas e um amigo coloca uma tarântula bem no seu rosto. Se ele disser ao mesmo tempo, “É uma tarântula amiga. Veja sua expressão amável” ou “Ela não vai machucar, é só um bebê inocente”, você sentiria segurança de repente?
 
Não. Na verdade, o único jeito de se acostumar com a aranha seria se a cumprimentasse em seu próprio ritmo. Isso significa que ela teria que estar em uma mesa ou em alguns locais onde você pudesse controlar a distância entre vocês. Depois, quando estivesse pronto, você poderia gradualmente se aproximar e talvez até tocá-la. O mesmo acontece com cachorros. Os cães não estão acostumados a encontrar muitos tipos de estranhos, especialmente se eles já eram tímidos quando foram adotados, ou receberam sociabilização supervisionada mínima com outros tipos de humanos. Se você entrar no espaço pessoal do cão ou se mesmo de pé você se aproximar para deixá-lo cheirar sua mão ou afagá-lo, ele pode se sentir ameaçado e não ter certeza de suas intenções. Para ele, sua mão pode significar qualquer coisa.
 
Se porém, você se agachar em um joelho enquanto olha em outra direção, ele pode se aproximar e cheirar você em seu próprio ritmo. Você pode acelerar a amizade se deixar cair, “sem querer”, saborosas guloseimas perto de você. Se ele pegá-las sem hesitar, você pode segurar as guloseimas na mão desviando o olhar para que o tímido cão se aproxime.
Geralmente as pessoas conseguem atravessar essa fase inicial sem problemas, mas depois fazem um movimento rápido e inapropriado assustando o cão, que sai correndo. Essa situação continua parecida com a aranha gigante. Mesmo que você fique finalmente confortável para tocar a tarântula, se ela se mover de repente ou balançar uma das pernas no ar, você pode sair correndo de medo. Para você, esses movimentos podem sugerir imagens de uma tarântula pulando e mordendo, enquanto para ela os movimentos foram apenas uma mudança de posição ou mesmo um sinal de amizade. Assim, o truque para garantir que você não vai assustar o cão após essa saudação inicial é acostumá-lo gradualmente com você em diferentes posições. Evite tocar sua cabeça ou segurá-lo ou abraça-lo, pois ele se sente confinado. Ao invés disso, mova-se suavemente para que ele tenha a chance de recuar.
 
Leia os sinais do cão
Provavelmente o maior problema com esses cães é que os humanos não reconhecem os sinais piscando em neon na postura do corpo e nos movimentos do cachorro. Ele diz, “Socorro! Estou com medo. Vá embora.” Ele pode estar tenso com os olhos se movimentando ou com olhar distante enquanto ele se encolhe. Ou ele pode bocejar, lamber os lábios ou ficar ofegante quando não está com calor. Às vezes ele começa a se mover em camera lenta, como se estivesse se esgueirando, ou suas orelhas vão para trás enquanto sua testa fica franzida com ar preocupado. E de repente seu rabo abaixa, ficando entre as pernas. Esses são sinais de ansiedade ou medo.
 
O que fazer se encontrar sinais de medo
Se notar esses sinais quando alguém tenta afagá-lo, afaste a pessoa rapidamente para ficar fora do alcance do cão. Ao mesmo tempo tente explicar “Ele se assusta quando novas pessoas se aproximam muito depressa”. Ao mesmo tempo, chame a atenção do cão para você e o recompense por algo bom, como sentar e olhar pra você, ou realizar alguns truques. O objetivo é mudar o estado emocional de assustado para feliz, para que ele associe pessoas desconhecidas com coisas boas. Consequentemente seu medo vai embora. Estranhos também podem atirar recompensas sem encará-lo, mas a menos que tenha certeza de que o cão está confortável, é melhor evitar deixar alguém afagá-lo, a não ser que seja um treinador profissional.
 
Para as pessoas cumprimentarem cães desconhecidos
É importante que você também observe a linguagem corporal. O cão pode pegar o que você oferece, mas não quer dizer que ele está pronto para ser tocado. Observe as respostas para tudo que você faz, pois às vezes uma elevação dos lábios quer dizer: “Isso é muito assustador para mim. Agora eu vou morder.” Ao invés disso, fique feliz em oferecer coisas, admire o cão sem tocá-lo e saiba que está dando a ele uma boa experiência.

Qual a linguagem corporal indica o cão está seguro?
A linguagem corporal que você espera ver é aquela que indica que está tudo bem. O cão deve ficar relaxado com olhar firme e suave. Seu rabo deve abanar ou estar para baixo relaxado.
 
A solução
Se os humanos deixarem os cães se aproximarem em seu próprio espaço e em seu próprio ritmo, e até fazerem truques de aparecimento de guloseimas no chão sem pressionar o cão, eles vão conseguir muitas saudações favoráveis e ajudar o cão a ter experiências positivas com pessoas estranhas também.

Informação não oficial do nosso blog

2013/07/30

Basenji

O Basenji é conhecido como um cão “mudo”. Ele é mais agressivo que o normal dos cães de caça, por isso não é recomendado para donos inexperientes ou para pessoas tímidas/medrosas.

Família: sighthound, scenthound, primitivo, Sul (pariah)
Grupo do AKC: Hounds
Área de origem: África Central (Zaire e Congo)
Função Original: caça de animais pequenos
Tamanho médio do macho: Alt: 43, Peso: 11
Tamanho médio da fêmea: Alt: 40, Peso: 9
Outros nomes: Cão do Congo, Terrier do Congo

 Origem e história da raça
O Basenji é uma das raças mais antigas, e foi descoberto no Congo Africano vivendo com caçadores pigmeus. Os primeiros exploradores nomeavam os cães de acordo com a tribo ou com a área em que eram achados, como os Zande dogs ou os Terriers do Congo. As tribos nativas utilizavam os cães (que costumavam usar sinos no pescoço) como caçadores em bando, que conduziam as presas até as redes. As primeiras tentativas de levar Basenji para a Inglaterra no final de 1800 e início de 1900 não deram certo, porque os cachorros morriam de doenças como a cinomose. Nos anos 30, alguns cães foram novamente levados à Inglaterra e se tornaram o início da raça fora da África, juntamente com importações do Sudão e do Congo. Foi escolhido o nome Basenji , ou “bush-thing” (do mato). As primeiras importações chamaram muito a atenção, e logo depois o Basenji foi levado à América. A popularidade da raça, como animal de estimação e como cão de exposição, cresceu constantemente, embora de forma lenta. Nos anos 50, houve um aumento da popularidade graças a um livro e um filme com um Basenji. Nos anos 80, houve dois acontecimentos importantes envolvendo o Basenji na América. Primeiro, vários Basenjis foram trazidos da África na tentativa de ampliar a variedade de genes e combater alguns problemas de saúde hereditários. Alguns desses cães apresentavam a cor malhada, que não era aceita na raça até então. Depois, o Basenji foi reconhecido pela American Sighthound Field Association como um Sighthound e foi autorizado a competir em simulações de caças de exibição. Sua estrutura física e seu estilo caçador tinham sido considerados muito diferentes do estilo sighthound. O Basenji sempre foi difícil de classificar. Ele mantém muitas características primitivas, especialmente a falta de capacidade para latir e a ocorrência do cio apenas uma vez por ano.


Temperamento do Basenji

Alguns acham que o Basenji se comporta como um terrier, pois ele é um pouco agressivo para um cão de caça. A maioria acha que ele é um cão tipo felino no seu estilo: inteligente, curioso, obstinado, independente e reservado. Suas raízes caçadoras são bem evidentes, e ele adora caçar e rastrear. Ele precisa de estímulos físicos e mentais regularmente para que não fique frustrado e destrutivo. Basenji não consegue latir, mas ele não é mudo. Ele emite uma espécie do chamado yodel, uivos e chiados, e até latem de vez em quando, mas só um ou dois latidos de cada vez.


Cuidados com o Basenji

O Basenji é um cachorro ativo que precisa de exercícios físicos e mentais todos os dias. Suas necessidades se satisfazem comum longo passeio seguido de brincadeiras ou correndo livremente em uma área segura e cercada. Ele fica melhor vivendo dentro de casa com acesso ao quintal. O pelo é fácil de manter, e basta escová-lo de vez em quando para remover pelos mortos.


Saúde do Basenji

Principais Preocupações: síndrome de Fanconi, PRA, Enteropatia do Basenji
Preocupações Menores: PPM, PK
Vistos Ocasionalmente: CHD
Exames Sugeridos: olhos, exame de DNA para PK, exame de urina para Fanconi
Expectativa de vida: 12-14 anos
Cães semelhantes ao Basenji                                 

Beagle
Coonhound preto e castanho
Foxhound americano
Foxhound Inglês
Harrier
Borzoi
Greyhound
Cão de Ibiza
Wolfhound Irlandês
Cão do Faraó
Retirado do site :Tudo Sobre Cães

2013/07/25

Cuidados com o Calor intenso

Atenção aos horários
Mesmo que seu cachorro adore ficar lá fora, deixe as brincadeiras mais agitadas para depois do pôr-do-sol. Isso reduz o risco de insolação, especialmente para cães que estejam acima do peso. Se você mora em uma região muito quente, procure passear com seu cão antes das 9:00 e depois das 18:00. Lembre-se que seu cão está mais próximo do chão que você, por isso ele acaba sentindo muito mais calor, recebendo todo o aquecimento que vem do chão/asfalto.
Mantenha o essencial por perto
Jogando frisbee no parque ou descansando no quintal, você deve ter muita água disponível para seus cães. “Tigelas de água dobráveis são fáceis de colocar em mochilas para passeios de carro.”
Também tem um truque para manter os cães hidratados enquanto estiver fora: ponha a tigela de água no freezer durante a noite. Eles terão água fresca enquanto o gelo derrete.
Cachorro calor
Passeios no fim da tarde são ideais para os dias de verão.
Você também pode levar o  brinquedo favorito com ração branda e congelar depois. Os cães vão ficar felizes em lamber as guloseimas enquanto descongelam.
Observe os sinais de superexposição
Cães ofegam para se refrescar. Se você notar que ele está muito ofegante, leve seu cão para um local fresco e dê-lhe muita água. Em casos extremos, os animais podem ter febres altas, taquicardias ou mesmo vómitos – esses são sinais de insolação e requer ir com urgência ao veterinário. No caminho você aplique toalhas embebidas com água fria nas áreas sem pelos do corpo do seu cão.
Proteja os cães de focinhos curtos
Alguns cães sofrem riscos de doenças relacionadas ao calor. Qualquer cão de focinho achatado — boxer, buldog inglês, buldog francês,pug etc — tem o que chamamos de síndrome braquicefálica. Em função dos narizes curtos, eles têm menor área de superfície e traqueias menores do que o normal. Alguns cães braquicefálicos chegam a falecer se expostos ao calor intenso.
Isso os impede de refrescarem a si mesmos efetivamente em um dia quente, e é por isso que eles estão na lista de exclusão aérea de algumas companhias, como a Gol, por exemplo, que não transporta nenhuma raça braquicefálica. Mas os cães de focinho curto não são os únicos que correm riscos em dias quentes. Os cachorros sofrem mais com o calor do que as pessoas porque não transpiram por meio da pele, mas sim através da salivação e das almofadas das patas.
Não seja daltónico
Animais de pelagem escura tendem a absorver ainda mais os raios do sol. Pelagem branca requer proteção solar adicional. Cães e gatos brancos podem ter câncer de pele, especialmente na ponta do nariz e nas orelhas, devido a exposição ao sol. Alguns cães adoram deitar de costas ao sol e desenvolvem câncer na barriga.
Se seu cão tem pelo branco, procure usar protetor solar próprio para cães. Ela observa que os antigos bloqueadores solares com óxido de zinco não servem para os cães, pois podem danificar as células do sangue. Em vez disso, opte por versões com dióxido de titânio. Algumas pinceladas no nariz, orelhas e outras áreas expostas já são suficientes antes ir brincar ao sol.
Faz calor sob os pelos
Se seu cão tem uma pelagem pesada, pense na possibilidade de lhe cortar o pêlo no verão para ajudá-lo a enfrentar o calor. Além disso, muito cuidado ao deixar animais de estimação no carro no calor. Mesmo cães de pelo curto podem superaquecer rapidamente em um carro. Durante viagens longas, considere investir em telas na janela, que oferecem ventilação e evitam que os filhotes ponham a cabeça para fora da janela. Faça paradas para o xixi e para dar água fresca ao cão.
Pense em brincadeira dentro de casa
Ninguém quer ficar preso em casa, mas há muitas atividades que podem ser feitas para queimar calorias e manter os cães ativos. Por exemplo, esteiras para animais.

Informação retirada do site tudo sobre cães

2013/07/17

Como desembaraçar o pelo e remover nós no seu cão

A pelagem, especialmente em animais com longos pelos naturalmente tende a ter pequenos nós e locais embaraçados causados pelas atividades diárias do animal. Esses pelos se juntam aos pelos mortos junto com detritos, como poeira, partículas do ambiente etc. A medida que as nós crescem, os pelos ao redor do nós vão se juntando e puxando a pele do animal, causando desconforto e às vezes até dor.

Onde geralmente os nós se formam
- Atŕas das orelhas
- Entre as pernas traseiras
- Ao longo da anca do animal
- Na virilha
- Embaixo das pernas dianteiras
- No pescoço

cachorro pelo noQuando o escovar ou pentear não é uma rotina os emaranhados se tornam maiores e a pele pode ser puxada quase que constantemente. Cada vez que o animal se molha os nós ficam mais duros, tornando ainda mais doloroso para o animal. A pele pode ficar irritada e pode até mesmo aparacer úlceras devido aos constantes puxões dos pelos. Muitas vezes os nós estão tão grandes que é quase impossível cortá-los com tesouras afiadas por que estes estavam muito próximos da pele.

Como remover os nós do pelo do cachorro


Uma das razões que criadores de animais evitam enfeitar os animais é ter que lidar com pêlos embramados. Como regra, pêlos emaranhados maiores do que a ponta de um dedo precisam de atenção especial. A pele de seu animal é delicada e mais fina que a sua então se seu animal precisa ter esses embramados constantemente retirados é melhor consultar um profissional.

Pequenos emaranhados podem ser retirados com um ancinho ou um desembolados. Os maiores, com mais pelos devem ser retirados com um tesoura. Tenha cuidado! É fácil cortar a pele de seu animal.

Para cuidar de seu animal se ele tem pêlos embaraçados:

1. Primeiramente veja onde os nós estão e escove ao redor retirando os pelos soltos

2. Utilizando um ancinho ou desembolador, lentamente ao redor dos nós e desembaraçando aos poucos a medida do possível

3. Seja paciente e atencioso quanto ao conforto do animal. Não tente retirar totalmente o nó diretamente com as mãos

4. Alguns nós parecem piores do que realmente são, pelo fato de talvez não terem puxado ainda os pelos de baixo. Estes são fáceis de resolver. Desembarace a camada externa com um desembolador e penteie os pelos inferiores.

Atenção: animais com nós maiores, nós próximos da pele ou aqueles que causam extremo desconforto devem ser removidos por um profissional especializado. Leve-o no veterinário ou em uma petshop com banho e tosa.

2013/07/06

PUG

Os Pugs são fofos, simpáticos e muito, MUITO grudados nos donos. Aprenda tudo sobre essa raça encantadora.
Origem
 
A origem do Pug como uma raça começou, provavelmente, na China antiga. Os cães conhecidos como “Short Mouthed dogs”, ou cães de “boca curta”, são descritos em escrituras que datam de aproximadamente 700 A.C., e eram, provavelmente, os precursores da raça Pug. No ano 1 D.C. já existiam referências, nos documentos chineses, ao cão “Pai”, referindo-se a um cão pequeno, de pernas e focinho curtos. O imperador Kang Hsi, no ano 950 D.C., elaborou um dicionário com todos os símbolos chineses, e nele há duas referências que poderiam descrever o Pug: “cães com pés curtos” e “um cão com uma cabeça curta”.
 
PugNo ano de 1300 D.C. havia três tipos principais de cães, o Lo-sze, o Pequinês e o Lion Dog, identificados como antecessores, respectivamente, das raças Pug, Pequinês e Spaniel Japonês. Na China, as três pequenas raças eram frequentemente cruzadas entre si, nascendo os descendentes com características variadas, como cães de pelo curto e longo, numa mesma ninhada.
 
No final do século XVI a China começou a negociar com os países europeus tais como Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra. Os cães pequenos foram levados ao Ocidente como presentes, pelos comerciantes, e começou assim a ascensão da popularidade do Pug na Europa.
 
Os Pugs apareceram, na Europa, inicialmente na Holanda, possivelmente em consequência da famosa companhia mercantil, a Dutch East India Company. Os holandeses nomearam a raça Mopshond, como é chamada ainda hoje.
 
A raça foi denominada PUG na casa de William III e Mary II, quando ocuparam o trono da Grã-Bretanha em 1688. Os Pugs pretos foram documentados em uma pintura de William Hogarth, datada do século XVIII (House of Cards, 1730). O artista era um proprietário orgulhoso de seus Pugs, e ilustrava muitos deles em suas pinturas. Graças a ele, existe um registro excelente da aparência da raça a 250 anos atrás.
 
A popularidade dos Pugs espalhou-se por toda a Europa, com a raça sendo chamada de Carlin na França , de Dogullo na Espanha , de Mops na Alemanha e de Caganlino na Itália . Na França, a raça foi popularizada por Josephine Bonaparte, proprietária do Pug nomeado “Fortuna”. Goya pintou Pugs na Espanha em 1785, mostrando a raça com as orelhas cortadas em suas pinturas.
 
No início do século XIX, os Pugs foram padronizados como raça, nas cores fawn (abricot) ou Isabella (variedades do dourado) e preta. Foi estabelecida, também, a máscara negra, que levou a raça a ser chamada, eventualmente, de “Mastiff Holandês”, devido à semelhança com a raça Mastiff. O Stud Book começou em 1859, e haviam 66 Pugs no primeiro volume. Também no século XIX, iniciaram as exposições caninas, e o Pug foi exibido, pela primeira vez, em 1861.
 
No início do século XX, foi escrito um livro chamado “Cães da China e Japão”. Este livro foi baseado na experiência de Wang Hou Chun, um empregado do Palácio Imperial, que criou e trabalhou com os cães do imperador durante setenta cinco anos. Usou o termo Lo-Sze para descrever o Pug, observando que as diferenças entre o Pug e o Pequinês eram que o Pug tinha sempre pelagem curta, e pele muito solta, elástica.
 
Por causa da pelagem curta, as rugas da testa de Pugs eram mais visíveis, e os chineses procuravam sempre rugas em determinados padrões similares aos símbolos do alfabeto chinês. O símbolo considerado mais importante, que era mais procurado, era as três rugas que, juntas, representavam a palavra “príncipe”, em chinês.
 
Muito Pugs orientais apresentavam manchas brancas na pelagem, e alguns eram quase inteiramente brancos. No final do século XIX foram registrados Pugs brancos e manchados de branco na Europa, mas estas características foram gradativamente eliminadas por acasalamentos seletivos.
 
Os Pugs ingleses desenvolveram-se principalmente a partir de duas linhagens, Willoughby e Morrison, criadas por volta de 1846. Cada uma desenvolveu características marcantes e consistentes, e foram concorrentes por muitos anos.
 
A linhagem Willoughby foi desenvolvida pelo Lord Willoughby D’Eresby, e é responsável pela pelagem mesclada com fios pretos, que os fawns (dourados) mais escuros apresentam hoje, e também pelo corpo mais esguio e pernas mais longas. Os Pugs “Mops” e “Nell” foram os mais importantes desta linhagem.
 
A linhagem Morrison, ao contrário, desenvolveu as colorações mais claras (abricot), como o abricot-fawn, com pelagem mesclada com fios castanhos em vez de pretos, e cães mais fortes e compactos, mais semelhantes com o padrão atual da raça. Os Pugs “Punch” e “Tetty” foram os mais importantes desta linhagem.
 
Ainda hoje, na Europa, é costume a referência a cães do tipo “Willoughby”, se a pelagem for escura e a estrutura mais esguia, ou “Morrison”, se a pelagem for mais clara e a estrutura mais forte e compacta.
 
O maior impacto na raça ocorreu quando, em 1868, dois Pugs de linhagens chinesas puras, provenientes do palácio do imperador, em Pequim, chegaram à Inglaterra. Estes dois cães, “Lamb” e “Moss”, produziram um filho chamado “Click”, que foi fundamental no desenvolvimento da raça moderna, pois introduziu características que, associadas à combinação das linhagens Willoughby e Morrison, resultaram no desenvolvimento das características fenotípicas atuais da raça.
 
Atualmente o cão mais parecido com o Pug é o Pequinês, que também tem uma história parecida.
 Temperamento

PugBastante fiel ao dono, torna-se facilmente um companheiro inseparável. Na verdade, acompanha-o para todo o lado mesmo sem ser convidado. O Pug demonstra-se extremamente sociável e rapidamente se enquadra e adapta-se a ambientes e pessoas estranhas. É considerado uma das raças mais dóceis.

Outra característica diferenciadora é o seu latido: som emitido, muito parecido com um roncar, é intervalado por grunhidos como se o cão estivesse engasgado. No entanto, quando quer comunicar-se com alguém, o som torna-se mais agudo e longo.

De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Pug encontra-se na 53ª posição entre as raças pesquisadas no quesito Inteligência a Adestramento e Obediência a Comandos.

Confira aqui a lista completa com o ranking das raças de cães mais inteligentes segundo Coren.


Pontos fortes e fracos dos Pugs

Pontos fortes:
• São muito carinhosos, mas sem apresentar sintomas de carência excessiva.
• São inteligentes e brincalhões.
• Se dão muito bem com outras pessoas.
• Pequenos gastos em petshops.
• Latem muito pouco.
• Não precisam de muita atividade física.
• Se dão muito bem com outros animais de estimação.
• Adoram colo.
• São pequenos e silenciosos.
• São limpos.
• Gostam de crianças.
• Gostam de idosos.
Pontos fracos:
• Correm maior risco de hipertermia, não se dão bem com temperaturas muito elevadas.
• Seus olhos são muito sensíveis, por serem expostos e saltados.
• Custam caro, entre R$1.000 e R$3.000, dependendo da linhagem.
• Tem pouca resistência física.
• Precisam de cuidados especiais com a pele.
• Soltam muito pelo, sendo necessária escovagem frequente.
• Tem tendência a engordar
• Roncam Bastante.
• É um cão de manutenção cara e difícil.


Cuidados

PugComo qualquer cão, deve ser alimentado somente com ração de boa qualidade (de preferência “Super-premium”), e ter sempre água limpa e fresca à disposição. Deve-se evitar, sempre, doces, alimentos muito gordurosos e condimentados. Muitos têm tendência á obesidade, então deve-se limitar a quantidade de ração  que, para os adultos, deve ser oferecida duas vezes ao dia. Um pote com água limpa e fresca deve ser sempre deixado à disposição do cão. É importante lembrar: chocolate é considerado veneno para os cães, pois prejudicam o fígado.

Deve ter uma cama limpa, confortável e abrigada de correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura. Jamais deve ficar na rua. Os Pugs são cães para dentro de casa.

Com relação à pelagem, deve ser escovada diariamente, para remoção de pelos mortos que, de outra forma, caem pela casa. Soltam muito pelo, principalmente no outono e na primavera. As escovadelas diárias ajudam neste processo, e evitam a sujeira excessiva da casa. Durante a escovação, pode-se aproveitar para examinar a pele e o pelo do cão, a procura de lesões e ectoparasitos, que devem ser prontamente combatidos. Uma alimentação com ração de boa qualidade é importante para evitar a queda excessiva dos pelos, até mesmo nos períodos de “muda”.


Dicas

PugPugs precisam de atenção em diversos detalhes. Eles requerem  cuidados especiais e embora sejam excelentes companheiros, tem algumas desvantagens que precisamos levar em consideração no dia-a-dia para manter o bem-estar e a saúde do nosso amigo.

Beleza
Escove seu Pug pelo menos uma vez por semana, para que a pelagem fiquei sempre bonita.

Limpeza das rugas
Pugs precisam ter as rugas da face limpas a cada três dias. É importante que a parte interna de cada dobrinha não fique húmida, pois haverá risco de proliferação de fungos, assaduras. Utilize a Solução de Thiersch para a limpeza das rugas. Ela limpa, retirando as impurezas e deixando a área sequinha, evitando a humidade que provoca mau cheiro e maiores inflamações. Você também pode usar soro fisiológico que também vai funcionar.

Saiba dar limites
Pugs são cãezinhos muito envolventes. No entanto, é importante que o cãozinho saiba BEM a hora de brincar e a hora de ficar em seu cantinho. Para isso, é necessário que você fale firme com ele. Aos poucos ele dará sinal de que está entendendo que há hora certa para tudo.

Cuidado com os olhos
Por terem os olhos saltados, os Pugs precisam de uma atenção um pouco maior com seus olhinhos. Limpe-os sempre com soro fisiológico, tendo o cuidado de enxugar o excesso com gaze, para que as dobrinhas não fiquem húmidas. Caso perceba muita secreção, ou algum machucado, não hesite: leve-o ao veterinário pois infecções mais graves podem até levar o seu amigo à perda da visão ou mesmo dos olhos.

Banho
Quando for dar banho em seu Pug, converse com ele, falando num tom de voz macio, para que ele entenda que o banho é necessário e que é bom para ele. Obviamente, existem uns que gostam e outros que detestam; mas ainda assim faça com que o banho não seja um evento tão desagradável. Dê um petisco para que ele associe o banho a algo bom e não tenha medo da água.
 
Informação não originária deste BLOG.

2013/06/29

Mitos Sobre os Cães

Na nossa sociedade ouvimos diversas vezes vários mitos a respeito dos cães. Vamos esclarecer aqui alguns. Se você tem uma pergunta do tipo “é verdade que…”, escreva para gente nos comentários e iremos esclarecer.
Vamos aos mitos:
1. Cães são racistas?
Não. Eles podem se tornar racistas por traumas, mas geralmente o que ocorre é uma falta de socialização primária com etnias diferentes. Para um cão criado com negros desde pequeno, um homem branco pode ser considerado um ser estranho e perigoso, o inverso acontecendo com cães que são criados somente com brancos. Nós humanos também possuímos cheiro, forma e cor diferentes, e é importante socializarmos nossos cães, enquanto ainda são filhotes, com as diversas etnias humanas.
2. O cão precisa aprender a atacar para não atacar?
Não. Não é necessário e nem recomendado estimular ou permitir a agressividade em um cão que não será destinado à guarda ou à caça. Muitas pessoas ensinam seu cachorro a atacar, mesmo quando estão apenas querendo ter um animal para companhia. Se este for o seu caso, não faça isto.
3. Cães preferem ficar apertados dentro de casa (com as pessoas) ou livres no quintal (sozinhos)?
Por mais estranho que possa parecer, a grande maioria dos cães prefere ficar com os “companheiros de matilha”, independente da condição em que estiverem. Cães são animais que dependem de companhia, portanto não ache que só porque seu quintal é grande você pode abandonar seu cão lá. Um cão será muito mais feliz se puder morar junto dos outros membros da matilha, mesmo que isto envolva um espaço reduzido na maior parte do tempo. Apesar de os cães preferirem viver num espaço reduzido com sua “matilha” do que abandonados, para serem saudáveis, eles necessitam passear e se exercitar.
4. Deixar o cão preso é uma boa maneira de “fabricarmos” um cão de guarda?
Não. Um cão-de-guarda deve ser corajoso e atacar para proteção sob comando. Um cão preso a uma corrente fica agressivo e neurótico, pois a única maneira que ele tem de se proteger de potenciais perigos é atacando, já que está exposto e sem possibilidade de sair do local. Cães que crescem nessas condições desenvolvem temperamentos instáveis e perigosos. Socializar e evitar traumas é sempre a melhor saída para obtermos um cão emocionalmente equilibrado e que responda bem ao treinamento, incluindo o treinamento de ataque.
5. É preciso repetir várias vezes algo para que o cão aprenda?
Nem sempre. Cães podem aprender instantaneamente. Imagine quantas chances teria um lobo para aprender que não se deve lutar contra ursos sozinho? A repetição no condicionamento é fundamental apenas para fixar o aprendizado e para ajudar seu cão a identificar exatamente o comportamento desejado e o não desejado.
6. Quando o cachorro está com o focinho quente ou seco, significa que está doente.
Esse é um dos maiores mitos. As pessoas acham que um nariz gelado e úmido mostra que o cão está saudável. O focinho do cão não mede sua saúde. Por exemplo, normalmente o focinho está quente e/ou seco assim que ele acorda, o que é normal. Mas, se o focinho estiver sempre seco, escamoso e com aparência anormal, pode ser sim sinal de algum problema de saúde e você deve procurar um veterinário.
7. A boca do cão é mais limpa que a boca dos humanos
Muitas pessoas deixam o cachorro lambê-las no rosto e até na boca, usando diversas vezes essa frase clássica acima. Algumas pessoas também deixam o animal comer no mesmo prato que elas. A verdade é que a boca do cão é cheia de germes, bactérias e outras coisas nada agradáveis que eles acabam adquirindo em passeios etc. Pense que o cão encosta o focinho no chão da rua, no lixo, em sapatos. Agora pense que ele frequentemente lambe o próprio focinho. Depois pense que ele lambe e limpa suas partes íntimas, que é por onde saem urina e fezes. A boca de um cão não é mais limpa que a sua, mas para nossa sorte, a maioria dos germes presentes na saliva do cão não causa mal aos humanos. Se você mantiver seu cão saudável, com as vacinas em dia e sem vermes, não há tanto problema em dar um beijinho de vez em quando. Mas não exagere, ok?
8. Cães vêem a preto e branco
Não. Cães enxergam algumas cores, como já explicamos em um artigo do site.
9. Cachorros comem grama quando estão doentes para provocar vômito
As pessoas começaram a achar isso ao observarem que cães comem grama e vomitam depois, então presumiram que eles estavam enjoados e provocando o próprio vômito. Por que cães comem grama? Porvavelmente porque eles simplesmente gostam! Em muita quantidade, a grama pode irritar um pouco o estômago e o cachorro vomita. Mas não se preocupe, a grama é inofensiva, a não ser que esteja envenenada contra ratos ou qualquer outra praga.
10. 1 ano do cachorro equivale a 7 anos humanos
Não. Esse cálculo é variável e depende também do porte do cão. Cães menores tem uma expectativa de vida maior do que cães gigantes. Confira nesse artigo a tabela de comparação entre a idade canina e humana.
11. Quando o cão abana o rabo é porque está feliz
Algumas pessoas acabam mordidas por causa disso. Cães abanam o rabo por vários motivos. Normalmente abanar o rabo é sinal de alegria, mas também pode significar medo, ansiedade ou agressão. Não olhe só para o rabo, preste atenção à toda linguagem corporal do cão: orelhas, pelos das costas, posição da cabeça.
12. Fêmeas precisam ter pelo menos uma ninhada antes de serem castradas
Não há nenhuma razão científica para essa afirmação que muitas pessoas fazem. Cães não pensam como seres humanos. Eles não se sentem “vazios” se não tiverem filhotes, não sentem falta de cruzar e nem sabem que isso existe se você não os expuser a essa situação. Algumas cadelas nem são boas mães, abandonando os filhotes assim que nascem. Já imaginou o trabalho que você vai ter ao cruzar a sua cadela? Uma cadela prenha requer uma série de cuidados especiais, exames e afins. Quando a ninhada nasce, você precisa cuidar de vários filhotes ao mesmo tempo, limpar o local diversas vezes por dia, providenciar vermífugo, vacinas, rações especiais, exames etc. Será que vale a pena? Isso só contribui para uma superpopulação de cães. Somos completamente a favor da  castração, principalmente antes do primeiro cio da fêmea, que é a melhor forma de prevenir as principais doenças do aparelho reprodutor.
Informação não oficial deste blog!

2013/06/25

Bichon Frisé

O Bichon Frisé pode ser facilmente confundido com o Poodle por muitas pessoas. Porém, além de ter menos facilidade de aprendizado, ele tem um temperamento diferente.

ENERGIA
GOSTO POR BRINCADEIRAS
AMIZADE COM OUTROS CÃES
AMIZADE COM ESTRANHOS
AMIZADE COM OUTROS ANIMAIS
PROTEÇÃO
TOLERÂNCIA AO CALOR
TOLERÂNCIA AO FRIO
NECESSIDADE DE EXERCÍCIO
APEGO AO DONO
FACILIDADE DE TREINAMENTO
GUARDA
CUIDADOS COM A HIGIENE DO CÃO



Origem e história da raça

O Bichon Frisé tem origem no Mediterrâneo, nascido do cruzamento entre o Barbet (um cão da água maior) e cães pequenos e de colo. Os cruzamentos acabaram gerando uma família de cachorros conhecidos como Barbichons, nome mais tarde reduzido para Bichons. Os Bichons foram divididos em quatro tipos: o Bichon Maltês, Bolonhês, Havanês e o Teneriffe. O Teneriffe, que depois se tornou o Bichon Brise, se desenvolveu na Ilha Canária de Teneriffe, provavelmente levado por marinheiros espanhóis em tempos antigos. No século 14, navegadores italianos trouxeram alguns espécimes para a Europa onde logo se tornaram os bichos de estimação preferidos da classe alta. Após uma série de invasões francesas na Itália em 1500, os cachorrinhos foram adotados pela França. Eles foram os animais de estimação especiais de Francisco I e Henrique III. Eles também ficaram populares na Espanha, mas por algum motivo a popularidade da raça caiu na Europa. Houve um breve renascimento durante o reinado de Napoleão III no começo do século 19, mas novamente a raça deixou de ser apreciada. Isso iniciou um novo capítulo na história do Bichon, pois ele deixou de ser um favorito da corte e virou um cão de rua comum. O Bichon sobreviveu por sua habilidade em fazer truques. Ele se juntou com vendedores ambulantes e passou a entreter pedestres. Com a Primeira Guerra Mundial, os cachorrinhos foram quase extintos. Alguns cachorros foram levados pra casa pelos soldados, mas não houve nenhum esforço para salvar a raça até que alguns criadores franceses se dedicassem a salvá-los. Em 1933, o nome oficial passou a ser Bichon a Poil Frise (Bichon do Pelo Enrolado). A raça foi ameaçada de novo, dessa vez pela Segunda Guerra Mundial, e foi só após sua chegada à América nos anos 50 que seu futuro se tornou seguro. E mesmo assim, o Bichon Frisé não se popularizou até receber um novo corte e uma maior divulgação nos anos 60. A raça de repente entrou na moda e foi reconhecida pelo AKC em 1971.


Temperamento do Bichon Frisé

Alegre, saltitante e brincalhão, o jeito alegre do Bichon Frisé o tornou amado por todas as pessoas. Ele é sociável com estranhos e com outros cães e animais de estimação, e se dá muito bem com crianças. Ele é sensível, atencioso, afetuoso e gosta tanto de carinho como de brincadeiras. Ele pode latir bastante.


Cuidados com o Bichon Frisé

Apesar de pequeno, o Bichon é um cachorro ativo e precisa de exercícios diários. Ele se satisfaz com brincadeiras dentro de casa ou, melhor ainda, brincando no quintal ou passeando na coleira. Seu pelo branco precisa ser escovado e penteado a cada dois dias, além de tosar e acertar o corte a cada dois meses. Ele não solta pelos, mas os pelos longos podem se enroscar. Pode ser difícil manter seus pelos brancos em alguns locais. Esse cachorro não deve viver ao ar livre.


Saúde do Bichon Frisé

Principais Preocupações: luxação da patela
Preocupações Menores: perda de dentes, catarata
Vistos Ocasional emente: nada
Exames Sugeridos: joelhos, olhos
Expectativa de vida: 12-15 anos


Cães semelhantes ao Bichon Frisé

Buldogue Francês
Lhasa Apso
Lowchen
Poodle (Standard)
Spaniel Tibetano
Terrier Tibetano
 
ATENÇÃO: Informação retirado do Site Tudo Sobre cães. ( O mais importante está e estará sempre aqui no nosso blog, faremos sempre um boa seleção)

2013/06/20

A hora ideal de tirar um filhote da ninhada

Não leve pra casa um filhote de cachorro com menos de 3 meses. Dá pra entender. Quando decide-se por comprar ou adotar um cachorro, a ansiedade começa a falar cada vez mais alto e tudo que se quer é ter o filhotinho dentro de casa, correndo, brincando e sendo muito amado. Infelizmente poucas pessoas sabem da importância da convivência dos filhotes com a mãe e a ninhada nos seus primeiros meses de vida. A maioria das pessoas tende a levar pra casa o filhote com 60 dias (2 meses), uma grande parte com 45 dias e tem pessoas que chegam a levar um filhote com 30 dias pra casa. Por ansiedade ou por ignorância, isso acaba sendo muito prejudicial para o cão, psicologicamente falando. Depois tornam-se cães com desvios comportamentais graves que são difíceis de reverter. E aí muitos desses cães que eram filhotes fofinhos passam a ser indesejados pelos donos e são doados, abandonados e às vezes até sacrificados!
 
Nossa função é ensinar e orientar donos e futuros donos de cães. Então vamos explicar agora porque você não deve adquirir um cão com menos de 3 meses de idade.
 
Primeiramente, desconfie de um criador que deixe o futuro dono levar o filhote com menos de 90 dias de vida. Esse sem dúvida não é um criador sério e responsável, além de não saber sobre um assunto tão importante para o bem estar do animal e da família também. Infelizmente grande parte dos criadores só quer se livrar dos filhotes e do trabalho que a ninhada dá, liberando os filhotes com 60 dias de vida.
 
 
Imprinting
 
O desenvolvimento social de um filhote em sua matilha chama-se imprinting canino. O imprinting é uma das primeirasfases da vida de um animal (inclusive nós, humanos), que é quando ele vai aprender aspectos sociais e psicológicos da sua espécie, como comportamento e comunicação. Para simplificar, o imprinting canino é quando um cão aprende a ser um cão. No caso dos cachorros, o imprinting acontece entre o primeiro e o quarto mês de vida e é quando formam sua “personalidade”.
 
Quem primeiro descobriu a existência do imprinting foi o austríaco Konrad Lorenz, vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina em 1973 pelos seus estudos sobre comportamento animal (etologia). Investigando gansos, ele descobriu que o imprinting acontece em um período curto chamado de período crítico ou período sensível.
 
Especificamente no caso dos cachorros, é durante esse período que eles desenvolvem a habilidade de comunicação com outros cães da matilha e aprendem a se posicionar socialmente na hierarquia. Como dito anteriormente, o que é (mal) aprendido nessa fase pode ser muito difícil e às vezes impossível de resolver.
 
Os cães vivem em matilhas. Uma mãe e seu filhotes não deixa de ser uma pequena matilha. Durante os primeiros passos dos filhotes de uma ninhada, a mãe e os outros cães adultos costumam permitir que os cãezinhos façam quase tudo. Porém, conforme vão ficando um pouco mais velhos, os cães adultos começam a não tolerar mais atitudes incorretas e indesejáveis (na visão de um cão), como por exemplo perturbar o sono de um cão adulto, latir sem ter nenhum motivo, roubar comida, desafiar o líder etc. Ou seja, os cães adultos corrigem e educam os filhotes entre o primeiro e o quarto mês de vida. Agora imagine você tirar de uma ninhada um filhote com 45 dias de vida. Depois é fácil entender porque o cão late sem parar, rosna pra todos e não respeita o espaço dos membros de sua nova matilha (você e sua família).
 
Outro ponto em relação à fase do imprinting: a questão do cão aprender a ser um cão. Isso é importante para que ele consiga acasalar sem problemas no futuro e saiba socializar com outros cães e até com as pessoas. É aí que ele vai aprender que cachorro é cachorro e pessoa é pessoa. Vão aprender a mostrar suas emoções para outros cães, como medo, vontade de brincar, etc.
 
Há ainda mais um agravante quando leva-se um cão para casa antes do terceiro mês de vida: sociabilidade. Como as vacinas só são completadas no terceiro para o quarto mês, o que acontece é que o filhote fica isolado dentro de casa e não tem contato com outros cães até ter tomado todas as vacinas. Ou seja, a chance de ele repudiar um cão estranho é grande, além dele não saber mostrar certos sinais comportamentais para os outros cães, tornando-se um cão anti-social.
 
Con Slobodchikoff, PhD, especialista no estudo da comunicação e sociabilização canina, afirma que quando um cão que foi retirado muito cedo da ninhada finalmente entra em contato com outros cães, ele não vai saber interagir com os seres da mesma espécie nem saberá o mínimo, como a saudação canina e formas de aproximação. Resultado: ele pode ficar com medo, fugindo e entrando em pânico perante esses seres estranhos (cães como ele!) ou irá responder de forma agressiva, pra se defender.
 

 
Um cão anti-social (que não foi sociabilizado pela sua mãe e irmãos quando filhote) é algo muito indesejável para qualquer dono, mesmo o mais experiente. Um cão anti-social rosna à toa, não confia nas pessoas e nem em outros cães. Morde uma criança que vai brincar com ele, avança na visita e não consegue ter um relacionamento saudável com outros cães, simplesmente porque ele não aprendeu a linguagem corporal dos cães e não entende o que está acontecendo – “o que é esse ser vindo me cheirar?”
 
 
Portanto, o ideal é segurar a ansiedade, se preparar para a chegada do filhote e ter a consciência de que isso é o melhor para o cão e para a família também. Uma dica é visitar a ninhada de 15 em 15 dias, para acompanhar seu crescimento e matar um pouquinho da vontade de levar o pequeno para casa. Como dissemos, os danos que a retirada precoce da ninhada pode causar podem ser irreversíveis ou pode ser preciso muita paciência e experiência para corrigir os danos causados ao lado psicológico do cão. A melhor coisa a se fazer é esperar e deixar que o filhote fique com sua mãe e irmãos o máximo possível.
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